A BRUXA – Finalmente um filme bom e inovador!

Acabei de voltar do cinema, maravilhado com o filme! Com aquela vontade de comentar a respeito das maravilhosas cenas, diálogos e histórias… Porém, infelizmente e aparentemente, eu fui o único mero mortal que gostou do filme. 99% do cinema (em grande maioria mulecada) saíram reclamando e falando “Nhéé esperava maiss nhéé bibib”. Mas o filme tem nota 7.8 no IMDB e 89% de aprovação pelo RottenTomatoes. Coisa alcançada por poucos, não é pouca coisa não!
Então, pq é que Meio mundo que viu o filme está reclamando?

Porque ficamos mal acostumados com essa onda de filminhos “jump Scary”, filminhos feitos pra te dar sustinhos seguidos de sorrisinhos constrangidos logo em seguida, com histórias fraquissimas e manjadas. “A bruxa” não tem nada disso. É justamente ao contrário do quê estavamos acostumados a ver, foge totalmente do convencional e finalmente inova! AAa sim! Finalmente algo inovador, algo que queria tanto ver, algo que estava esperando décadas. Ainda mais com filmes relacionados a bruxa, que é sempre tão “satírico”, as vezes até beirando o infantil. Ou quando não são filmes de ação com um toquizinho de gore.
Mas não, “A Bruxa” é um filme de bruxas (Hnn é Mesmo?) baseado em fatos, em contos populares de época do povo da “nova inglaterra”. O filme se passa no século XVII, mas esses contos ainda são lembrados até hoje para o povo da região (O equivalente ao “homem do saco” e a “van dos palhaços q dão doces” aqui para nos brasileiros).

O filme conta mais um drama vivido por famílias extremamente conservadoras no qual a religião esta presente em cada momento da trama, doq sobre a própria bruxa.
A maneira que as mulheres são vistas após entrar na puberdade, naquela época (e em algumas culturas ainda hoje em dia) eram muito preconceituosas, por assim dizer. Qualquer coisa já a julgavam como uma infiel, e no pior dos casos, julgadas como bruxas e condenadas a morte em fogueiras, como as bruxas de Salém.
Então vemos a história de uma garota que é julgada a cada instante por sua família.
Fiquei impressionado com as linhas tênues que o filme tinha em se tornar um grande fracasso satírico – a uma obra prima. E ainda bem, eles conseguiram chegar na obra prima s2.
O filme é repleto de metáforas visuais. Os animais que você sempre ouve falar ou ve alguma banda de death metal fazendo alguma referencia a rituais satanicos, mas nunca ve um filme tratando isso como um meio de ritual realmente definido. Aqui podemos ver com clareza e finalmente retratados em filme num enredo competente.

O problema é que o marketing do filme, vendeu ele como “O FILME MAIS ASSUSTADOR JÁ VISTO”!!
Lóóógico que o marketing vai falar que o filme é muito mais do que ele é, o intuito deles é esse, eles são pagos para atrair grandes massas e fazer dinheiro.
Porééem, nossa grande massa, a realidade que vivemos, é esta a qual eu já comentei. É do pessoal acostumado com filmes de terror TEEN, para adolescentes. Ai aparece um filme cabeça, que foge do eventual e você se depara com esse flood de gente reclamando nas INTERNETCHI.

E porquê os críticos de cinema gostaram tanto?!?!
Porquê finalmente alguém teve culhões de fazer algo novo, sem fazer filme para massa.
Esse filme é um filme para quem gosta de cinema MESMO!
Fotografias, narrativas e dialogos LINDOS!
Poucos cenários, mas com figurinos, iluminações e musicas perfeitos para à época e para cada momento do filme!

Eu espero muito que esse filme de certo, pois sera a porta de entrada para novos filmes de terror que “nunca fizeram bem feito”, ou até mesmo, nunca fizeram!
Pessoal tem que parar de fazer filme pensando somente no dinheiro, mas tem que fazer filme pensando na arte, no desenvolvimento de uma história. Numa trama que faça você refletir.
E filmes do gênero de terror já caíram na mesmice a muito tempo, esse medo de não fazer dinheiro (pessoas que fazem filme de terror, tendo medo! uu”) já tava na hora de acabar!

Tantos assuntos que podem ser abordados, mas tantos diretores e produtores bundões, com medo das critícas. Não das críticas do pessoal que ama cinema, mas sim das famílias conservadoras e religiosas que dominam nosso planeta. E Quando aparecem filmes que desafiam esse povo, geralmente são curta metragens ou algum filme bem amador ou underground, que pouca gente fica sabendo da existência.

Poxa, é pedir muito fazer um filme sobre ritual satânico? Tá. tá, no atividade paranormal apareceu bastante disso né, mas.. Pqp atividade paranormal não ! Não nesse formato.
Precisa ser algo mais retratado seriamente, mostrar como a humanidade pode ser porca, mostrar a podridão humana que está por trás de muitos fanáticos religiosos. E claro, além do quesito “realidade”, colocar aquela pitadinha de fantasia. Mas bem pouco mesmo para não estragar o clima gerado. Como no filme da bruxa… Se tem algo que eu não gostei lá.. foi apenas 1 minutinho do filme lá pro final, que achei que ficou fantasioso demais… (Mas mesmo assim, este filme está no meu coração de qualquer forma s2.)

E porque não um filme sobre o KKK (ku klux klan)? Pq não? Pq as pessoas e o conservadorismo hipócrita acham que se fazer um filme sobre esse assunto ou algo do gênero, e as pessoas gostassem. Seria como se quem fez e quem gostou estivesse apoiando o que o filme se trata, como se gostar de um filme sobre algo real, iria fazer de nós, apoiadores de tamanha atrocidade.

A sim, claro, pq filmes como Jason, Halloween, Nós todos apoiamos os atos cometidos pelo Serial killer, é por isso que faz sucesso, nós nos identificamos…
Really bitch?!

Bem, separei alguns trechos de grandes sites de críticas de cinema que retratam muito bem o que eu achei e o que eu senti sobre o filme:
“Estamos em pleno século XVII, na Nova Inglaterra, onde qualquer desvio da religiosidade padrão é interpretado como grave ameaça ao funcionamento social. Ou seja, a bruxa do título pode ser tanto a figura concreta da feiticeira quanto a metáfora do elemento dissonante, perseguido pela comunidade, como se diz na expressão “caça às bruxas”.” *fonte- adoro cinema*

“A sensação de isolamento e o tema da familia sozinha contra forças sobrenaturais evocam imediatamente o clássico O Iluminado. Mas as semelhanças não vão muito além disso. Com diálogos em inglês arcaico, extraídos parcialmente de documentos de época, pela veracidade de uma era de superstição e fé extrema, The Witch explora os limites entre o suspense psicológico e o terror puro, inevitavelmente desavergonhado do que pretende ser. A cena final pode até quebrar um pouco da atmosfera conquistada tão intensamente por Eggers, mas a sensação que perdura é a de que há no mercado um novo e promissor cineasta no gênero.” *Erico borgo – Omelete*

“In the tradition of William Friedkin’s The Exorcist, this chilling low-budget horror movie taps into the same temporal fear that sparks religious feeling.” *Comentário No RottenTomatoes*

“Dizer que o porta voz de um Templo Satânico dos EUA disse que o filme era “uma impressionante apresentação da visão Satânica”, ou que grupos de cultores do satanismo estando organizando exibições especiais dele, ou ainda que, ao final da sua sessão na 39ª Mostra de Cinema de São Paulo, no ano passado, era perceptível certo mal-estar entre os espectadores na sala na eu qual estava, só aumentam as expectativas em torno do primeiro longo do diretor Robert Eggers. Mas, não vão esperando de A Bruxa (The VVitch: A New-England Folktale) aquele tradicional terrorjumpscares. Aqui, não há sustinhos que te fazem pular da cadeira para, em seguida, dar aquela risadinha 1% vagabunda. A Bruxa não quer sustos fáceis. Fundindo as vertentes do terrorpsicológico e do terror sobrenatural, Robert Eggers nos entrega uma obra que, mesmo após os créditos finais, não abandona o espectador.
Como todo bom terror, A Bruxa carrega nas metáforas e mensagens sobre os mais empoeirados recantos da alma humana. O mais evidente é a exposição da situação da mulher, naquele tempo – em alguma medida, quase um registro documental – o que também funciona como uma metáfora da repressão contra a mulher. Porém, habilmente, o diretor não se limita, cuidando tanto de demonstrar que o elemento de fanatismo era muito forte, quanto deixando pontas soltas para outras metáforas.
Repito, A Bruxa não é um filme de sustos. Possivelmente, os habitues dos filmes de terror não sintam nem medo. O que Robert Eggers entrega é uma obra sensorial, que nos faz sair da sessão com um mal-estar. Neste ponto, o filme insere-se na galeria dos trabalhos que vem renovando oterror, como The Babadook e Corrente do Mal (It Follows). Quem curte apenas os filmes de terrormais pipoca, certamente achará este uma obra sem graça. Contudo, àqueles que entendem o terrorcomo o gênero da exploração das nossas angústias mais profundas, terá em A Bruxa uma má companhia de alta qualidade.” *FONTE – CinePOP*

Então é isso, tentei não dar nenhum spoiler do filme, apenas deixar você com vontade, ou , evitar que você gaste dinheiro, caso não seja o tipo de filme que esteja procurando!

Já assistiu? Comenta ai e vamos ver se temos a mesma opinião ou algo diferente que não aviamos notado!

Obrigado!

 

 

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